Seduc cancela ação social em Urucará e cria mal estar com deputado federal

Evento teria 40 voluntários e apoio de deputado federal
Seduc cancela ação social com médicos em Urucará e cria mal estar com deputado federal

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  • Ação social com 40 voluntários foi cancelada em Urucará.
  • Seduc revogou uso de escola alegando falta de expediente.
  • Organizadores e deputado apontam perseguição política.
  • A palavra-chave “ação social” aparece no contexto do evento.

Uma ação social que ofereceria serviços médicos e jurídicos gratuitos em Urucará, no interior do Amazonas, foi cancelada após a Secretaria de Educação do Estado (Seduc) revogar a liberação do local onde seria realizado o evento. A atividade, marcada para o sábado (30), contaria com a participação de 40 profissionais voluntários.

Coordenada pelo médico Yago Felipe Alves Gentil, a ação social Raízes Que Cuidam seria realizada pela primeira vez e incluiria atendimentos em cardiologia, pediatria, psiquiatria, odontologia, além de exames e assistência jurídica.

Decisão da Seduc gera críticas e suspeitas

Inicialmente, a Seduc havia autorizado o uso do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Pedro Falabella em ofício assinado pela secretária executiva adjunta do Interior, Ana Maria Araújo de Freitas, no dia 14 de agosto. A responsabilidade pela manutenção e segurança do espaço ficaria a cargo dos organizadores.

No entanto, no dia 27 de setembro, a secretária estadual de Educação, Arlete Mendonça, enviou novo ofício a Yago solicitando que ele desconsiderasse a autorização anterior. Segundo Arlete, a escola não poderia ser usada porque “não há expediente na referida instituição” e não haveria servidores disponíveis para acompanhar a ação.

Organizadores apontam motivação política

Para Yago, a revogação tem viés político. “Uma ação dessa magnitude expõe a principal fragilidade do município, que é a saúde local”, afirmou, destacando a falta de médicos e especialistas em Urucará.

O deputado federal licenciado Saullo Vianna (União Brasil), apoiador da ação, também criticou a decisão. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que o pedido para barrar o evento partiu do ex-prefeito Enrico Falabella, sobrinho do atual prefeito, Bosco Falabella, ambos do mesmo partido do governador Wilson Lima.

“Se tiver coragem, Enrico, negue publicamente o que estou afirmando. Assim, poderemos comprovar quem, de fato, está promovendo perseguição política em Urucará para prejudicar a população do município.”

Saullo, que atualmente é secretário de Assistência Social de Manaus, acusou o Governo do Amazonas de se alinhar a interesses políticos locais. “Essa atitude não vai prejudicar a mim, muito menos os amigos que iriam fazer essa ação social. Isso vai unicamente prejudicar o povo da cidade de Urucará”, completou.

Ação social será remarcada

Segundo Yago, a iniciativa Raízes Que Cuidam deverá ser realizada em outra data e local ainda a serem definidos. Ele reafirmou o compromisso de levar atendimento especializado à população do município.

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